Já faço rimas há uma década mas só as escrevo há uns anos
Expressar ódio desta maneira não fazia parte dos planos
Mas se assim me obrigam que mais posso eu fazer
Que matar pessoas com palavras para o pessoal se rir a ler.
Agradece pela minha violência se ficar por meros versos
Muitos foram exilados por mim e não houve regressos
Aprenderam a não aparecer nas ruas onde eu passeio
Preferem dar uma volta maior do que passar lá pelo meio.
Muitos odeiam-me e desejavam ver-me enterrado
Mas até mesmo por esses eu permaneço respeitado
Nenhum dirige a palavra, baixam a cabeça quando passo
Sabem a distância de segurança e não entram no meu espaço.
Segue os exemplos que vês e não apareças à minha frente
Sozinho ou acompanhado toda a gente sabe que é indiferente
Porque se apareces e o meu olhar se cruza contigo
Ninguém pode evitar ou impedir o teu castigo
Não te compares a mim, eu sou um modelo ilimitado
A ti nem te compravam se te vendessee em saldo
Não te chega o poder que tens das aldeias de onde vens
Porque continuo a ter mais força que tu nas duas margens.
Não te faças de grande para mim, estou acima de ti muitos níveis
Tu não conseguias chegar tão alto nem que fizesses todos os possíveis
Decide ficar por baixo enterra a tua cabeça na areia
Resume-te ao teu lugar no subsolo como qualquer toupeira
Estou farto de ver um rato a fazer-se de leão na minha selva
Toda a gente sabe no meu laboratório os tratamentos que um rato leva
Muitos perguntam porque não medo isto em música
Acho que é claro, não queria que a tua humilhação fosse pública.
Sem comentários:
Enviar um comentário