sábado, 27 de dezembro de 2014

Estrelas gémeas

Enlouqueci de vez 
E é inexplicável o bem que me fez
Focar nos teus olhos a minha atenção
E deixar-me levar pela imaginação

Dois mares profundos e infinitos
Duas réplicas de paraísos
De uma cor de magia e alucinação
Transparentes e bonitos como bolhas de sabão

Brilham como pirilampos siameses
Iluminam as minhas noites todas as vezes
Que tenho a sorte de se cruzarem com os meus
Que apenas se satisfazem com os teus

Pérolas de vício autêntico
Jóias capazes de delirar qualquer excêntrico
Sem preço, demasiado valiosos para coleção
Inquieto fico quando ao meu alcance não estão

São notas de música de embalar
Que me dão o sono destinado a sonhar
Nos teus olhos em que sempre que posso me perco
Refugiu-me quando não me quero encontrar ou ser descoberto

Sofro tanto quando não os vejo
Distantes, tiram-me do sério e eu deixo
Fico sem chão quando tenho saudades deles
O céu cai-me em cima quando não posso espelhar-me neles

E assim conto as horas para os ver 
Dois faróis de uma praia onde eu quero permanecer
São psicoativos que me correm nas artérias
E me fazem pedir desejos às tuas estrelas gémeas.





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