A saga continua e a caneta continua a escrever
Sem mágoa contínua tenho muita cova para encher
Sem remorsos a sangre frio mato mais só um pouco
E sem esforços com muito brio ajo como um louco.
Nas costas falam de mim revoltados com a andropausa
E as miúdas com quem andam gostam de poesia por minha causa
Choram de angústia com inveja do meu sucesso
Acham injusta a forma como sou o principal e eles um anexo
Sem sexo mas cheios de tusa limitam-se à imaginação
E sem nexo a vossa musa pensa em mim como forma de masturbação
Andam com roupas dos Bulls sem saberem que jogadores têm
As poucas justificações que encontro é gostarem de promover os cornos que têm
E sem reservas sem confusões perdem-se nos seus caminhos
Enchem preservas como balões para darem festas sozinhos
Telemóvel sempre na mão como se lhes ligassem em exagero
Quando na verdade são 112, só lhes ligam pessoas em desespero
E a vossa invisibilidade é tanta que nem o espelho vos quer ver
São como os Termos de uso dos sites que nunca ninguém chega a ler
Estão lá mas ninguém dá por eles, semelhante a um fantasma
O barulho da voz deles parece emitida por um gago com asma
E essa cara, devia passar um combóio por cima dela
Se o Montero está sempre à frente da linha vocês deviam estar no meio dela
E as linhas tortas que snifam não foi Deus que as escreveu
Mas quem vos põe às direitas não é ninguém, apenas eu
E acham-se muito dreads pelas drogas têm na mão
Mas a verdade é que só as têm devido ao dinheiro que os papás vos dão
E então, vão continuar com essas postura?
Eu coso-vos essa boca com alfinete e agulha
E se mesmo assim a vossa ignorância não tiver cura
Eu corto-vos o pescoço, alta costura!
Brincava com a vossa cabeça de uma maneira qualquer
Desfazia-a em sumo, mandava ao ar e afundava, Compal Air
E no final de tudo vão pedir paz por favor
Vou-vos dar descanso e acabar com a vossa dor
E à medida que escrevo eu mato-vos um a um
Faço um funeral conjunto, todos para a vala comum.
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