quinta-feira, 16 de maio de 2013

Simplesmente não dá mais.

Hoje nem em verso consigo escrever. É uma dor demasiado aguda para me dar ao trabalho de pensar o que é que rima com o quê, o que é que fica bem na métrica, naquilo que podiam gostar de ver escrito, hoje não dá para nada disso. Se calhar devia ser assim sempre, saía tudo mais sentido mais natural sem modificações ou correções. Isto se calhar vai ficar grande ninguém se vai dar ao trabalho de ler até ao fim mas não quero saber, porque eu escrevo para mim. Escrevo para me sentir melhor, para não sofrer tanto, em vez de beber ou me drogar para esquecer o fracasso que sou, escrevo. Já escrevi para outras pessoas, quando elas mais mereciam e quando menos mereciam. Mas não se justifica mais investir em pegar nas palavras bonitas, e em todas as lamechices que sinto para tentar colocar um sorriso em alguém que por muito que achasse que não, está bem feliz sem mim. Só me sinto completamente arrasado por achar que tudo o que fiz para a fazer feliz foi exatamente o contrário do que o que fazem agora para ela se sentir bem e isso é estranho para mim. Eu nunca a traí, tive 3 hipóteses de o fazer e nunca me passou pela cabeça fazê-lo, não era porque não podia, era porque não queria! Faz hoje um ano que o podia ter feito pela primeira vez. Tinha o momento certo, a situação certa, o ambiente estava ótimo, a música ajudava, já estava afetado pela bebida, tinha uma pessoa ao meu lado que me amava e com a qual eu ja tinha tido um passado que apesar de curto foi forte e até a vodafone decidiu cortar-me a rede naquela noite para me empurrar para um caminho sem saída. Mas eu não o fiz! Não conseguia, tentaram-me beijar vezes sem conta mas os meus lábios não queriam ser beijados por outra pessoa senão por aquela que eu amava. Custou-me partir um coração, mas sabia que o coração da rapariga que estava em casa e não conseguia dormir por minha causa era o mais precioso de todos e nunca conseguiria despedaçá-lo por qualquer tentação do mundo! Por outras duas vezes podia ter acontecido uma ela nem estava em Portugal e até incentivado pelo meu melhor amigo  não consegui ponderar sequer essa hipótese. Se a traísse era mais que certo que não a amava a sério. Ela nunca foi a minha segunda opção, nunca foi a minha "rebound chick". Aquela rapariga que eu só investia se não tivesse outra melhor ou que gostasse. Também não tinha muito essa hipótese porque é verdade que apareceram muitas raparigas bonitas e atraentes na minha vida mas aos meus olhos nenhuma justificava largar aquela que para mim era perfeita, por mais que estivesse confuso ou me sentisse farto, sabia onde era o meu lugar e não podia deixá-lo. Nunca a quis controlar, nunca pensei em dizer-lhe o que vestir, em impedi-la de ir aos sítios que ela quisesse com quem quisesse, por muito que não gostasse das pessoas com quem ela estivesse. Sempre aceitei todas as vontades dela, sempre a respeitei e dei-lhe a liberdade de ela fazer aquilo que se sentia bem a fazer. Discutíamos mas era impossível para mim deitar-me sem poder chamá-la de namorada, amor ou princesa. Sem saber que podia acordá-la de manhã com uma mensagem querida para provocar o primeiro sorriso do dia nos lábios dela. Para que quando chegasse à porta dela e me sentasse nas escadas durante horas, ela me pudesse abraçar com toda a força e amor no mundo! E no entanto todas essas atitudes que a fizeram amar-me não serviram de nada. Porque atitudes contrárias fizeram-na amar outra vez e mais do que alguma vez ela me amou. Eu sou da opinião que só se ama uma vez na vida e se ela ama mais a pessoa que está então é porque por muito que tenhamos passado, por muitas memórias, por muitos momentos, felicidades, experiências, os sustos, as intimidades, os carinhos, os concertos, as noites, os segredos... ela nunca me amou de verdade. E o amor falso que eu julgava que ela tinha agora por outro, é o amor falso que ela teve por mim e isso destrói-me por dentro porque afinal custa quando não és o amor da vida de alguém que é o amor da tua vida.

Sem comentários:

Enviar um comentário