segunda-feira, 20 de maio de 2013

"Contos de Falhas"

Sinceramente há muita coisa que ainda estou por perceber nesta confusão de coisas que toda a gente decide juntar. Montes de conceitos que toda a gente relaciona mas que acabam por ser coisas tão distintas que não se percebe como é que juntas causam tantas dores de cabeça. Essas coisas do amor e atração, e as relações entre outras coisas, aquilo que eu até há bem pouco tempo achava que já sabia tudo agora acho que não sei nada. É que é difícil para mim encontrar a justificação para o rumo que montes de raparigas levam depois de terem tido o que muitas procuram e não têm a sorte de encontrar. Isto hoje pode parecer pessoal mas tenho nos meus olhos muitos mais "contos de falhas" como lhes vou chamar do que gostaria de ter, de pessoas próximas de mim que mereciam tudo menos aquilo que lhes foi reservado. A ver ser se eu sei alguma coisa. Para mim um namoro é muito mais do que ter alguém para dar uns beijinhos. Em primeiro lugar se tudo o que procuras numa relação é a diversão, o quereres sentir-te desejada, não precisas de te entregar a alguém de forma séria. Tens as chamadas curtes, envolvimentos, os "pitanços" (palavra que eu não gosto nada), que servem exatamente para aquele tipo de pessoas que precisam de se sentir ativas, o chamado "viver a adolescência". Nada contra essas pessoas, já diria o Sam The Kid "senão varias, avarias". Eu percebo. Agora uma relação para mim é muito mais que isso. Se calhar sou eu que nasci no século errado, e dou para romântico, mas eu só namoro com alguém com quem sinta uma relação única pela qual não senti com mais ninguém. Uma pessoa que eu sinta que é a minha melhor amiga, alguém com quem era capaz de construir um futuro, alguém com quem queria casar e ter "Gonçalos Juniores", alguém que eu teria todo o gosto de tratar os pais por sogros e os irmãos(ãs) por cunhados(as). Alguém que eu não me importava de me matar a trabalhar de manhã à noite só para por comida na mesa, roupa bonita no armário e concretizar todos os sonhos possíveis e imagináveis. Alguém por quem eu morreria. Já sentiste isto por alguém? Parabéns! Descobriste o que é o amor verdadeiro. "Ah Gonçalo mas já tiveste mais namoradas, trocaste de amor verdadeiro?" Nada disso, a prova está em que só me volto a entregar a alguém quando sinto um sentimento bastante mais forte do que senti pela pessoa anterior com quem estive. Para quê colocar-me nos braços de alguém que não vou sentir o mesmo que sentia dos braços de onde parti? E é isto que me revolta! Não podemos estar com alguém de quem temos provas ou sentimos que não vamos ser completamente felizes. É óbvio que já gostei de centenas de raparigas e me envolvi com umas quantas, até mais do que as que gostaria, porra tenho 17 anos. Mas a diferença está em que gostar não chega. Gostar não te cativa para sempre. Gostar não te vai dar forças para superar tudo. Então para quê tentarmos forçar um sentimento como o amor?  Agora os casos das raparigas que já encontraram o amor, já tiveram ao seu lado um príncipe que amavam, que dava tudo por elas, e fazia de tudo para as fazer felizes. O mundo não é perfeito as coisas não correm bem e aquilo que parecia eterno, termina. Surge assim um "conto de falhas", uma relação perfeita entre duas pessoas que são perfeitas uma para a outra mas que se perdem no meio da perfeição e se desiludem mutuamente. Compreensível. Agora, na minha opinião uma relação acaba para que as pessoas tenham o seu espaço, para que tentem ser felizes, arranjar alguém que lhes cause maiores sorrisos, menos lágrimas, menos desilusões e que as trate melhor do que a pessoa que deixaram tratava. Então seguindo a minha linha de raciocínio expliquem-me porque é que as princesas proclamadas por nós, se entregam ao primeiro rapaz que "gostam" numa tentativa desesperada de serem felizes, quando já o foram ao lado de um rapaz que "amaram" (ou amam), é óbvio que não vão atingir a felicidade absoluta quando as dimensões do sentimentos por um e por outro são tão díspares. Ainda por cima amar não é coisa que se aprenda! Ou te apaixonas logo ou descobres que amas mais tarde, não dá para aprender, porque não somos nós que mandamos no que sentimos. Eu não sei como é a vida de todos os rapazes mas a julgar pela minha e de alguns amigos meus, se tentássemos aprender a amar sempre que uma rapariga se aproxima de nós e nos sentimos atraídos teríamos um número elevado de "falsos amores" que não nos levaria a qualquer tipo de felicidade. Agora voltando ao que interessa. Não é assim tão fácil alcançares aquilo que alcançaste com alguém, com outra pessoa dum momento para o outro. Achas mesmo que o teu "novo príncipe" (piada chamar príncipe a certos moços que estou a pensar) te vai tratar como um príncipe que já conhece todos os teus pontos fortes e fracos, toda a tua história, a tua maneira de ser, a tua personalidade. Não são todos os rapazes que aguentam os ciúmes por ti, que aguentam todas as inseguranças, que respeitam todas as tuas vontades. Não são todos os rapazes que esperam por ti. Que esperam que te sintas preparada para algo mais íntimo. e muito poucos são aqueles que te vão vestir cada peça de roupa que te despiram quando te entregares a eles. Não são todos os rapazes que te vão comprar flores por muito lamechas que seja. Que vão gastar todo o dinheiro que têm da mesada ou trabalho em roupas, ou relógios, ou adereços ou qualquer tipo de prenda para ti. Não são todos que vão vender as consolas de jogos para te levar a jantar. Diz-me quantos rapazes te escreveram poesia, e te fizeram chorar com isso por te sentires emocionada? Não são todos que aceitam tudo o que fazes nas "redes sociais" por muito que discordem. Não são todos que se  levantam horas mais cedo de férias para te ver dormir. Não podes chamar príncipe a um rapaz que te traia, que te trate mal ou que te desrespeite, por vezes mais que uma vez. Isso é um insulto aos verdadeiros príncipes. Autênticos "devoradores de orgulho", "arrasa-teimosias" e que nunca sentem tentação de tocar noutra mulher porque o sapatinho de cristal não vai caber em mais pé nenhum que não seja o da sua princesa. E por isso se mantêm fiéis, respeitadores e acima de tudo esforçados para desiludir menos e orgulhar mais as namoradas. Isto está a ficar grande e depois ninguém tem paciência para ler. Só sei que algumas já aprenderam o lugar onde pertencem, outras nem por isso. Mas o mais importante e o que eu quero é que saibam bem o lugar onde não pertencem. Poupa-vos lágrimas e rímel E os "contos de falhas" não são fracassos, muitos deles não se mantêm "contos de falhas" por muito tempo porque o amor é muito mais forte que qualquer outro sentimento, e por alguma razão "contos de falhas" é tão parecido com "contos de fadas" é que apesar dos obstáculos por ultrapassar ambos podem ter um "Felizes para sempre".

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