Nunca fui cliente dessas vendas baratas de revolta
Sou como sou e não tenciono mudar nunca
Se te incomoda podes tirar da cabeça essa ideia absurda
A irreverência sempre amedrontou muita gente insegura
Com receio daquilo que chega rápido, sem avisar como por loucura
Como é que há quem me veja como ameaça desarmado sem espada
Só porque chego repentino e barulhento como trovoada
Sempre fui assim metediço, sem lata e precupado
Não me intrometo em compromissos nem que esteja interessado
Qual é mal de eu ser descarado, sem maneiras e viril
Se é irracional que o meu lado que vem ao de cima é pouco subtil
Subtilezas são como todas as outras as regras que eu não respeito
Delicadezas que tomo medidas sem preconceito
Se sinto química ou metafísica ou se estiver para aí virado
Vou meter conversa à pressa num discurso atabalhoado
Sem segundas intenções ou primárias vou fazer a minha abordagem sem receio
Porque nem todos os meninos do recreio esperam ter sucesso no Estudo do Meio
E o mal é esse, verem maldade em todo o rapaz com mais vaidade
Porque com esta idade já não brinco aos cowboys ainda tenho a minha humildade
Se desrespeitar alguém da maneira que sou tragam todo o arsenal para o cenário drástico
Mas aviso-vos que onde eu vivo não é o local ideal para aventuras, aqui não me fuzilam com balas de plástico
Porque vou continuar a manter as minhas amizades por muito que não sejam fãs
Continuar a ser explosivo que vão pensar que eu como granadas como maçãs
E por isso façam-se à estrada, mostrem fibra na embalagem e enfrentem-me com coragem
Porque eu vou manter-me por perto de quem me identifico e pode não ser bonito mas não vou ficar de passagem.
E por fim duas barras só mesmo para acabar
Se eu tivesse intenções de correr atrás do vosso lugar
Só se comprassem próteses é que tinham pernas para me acompanhar
Easy.
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