Estou farto de tudo, farto de respirar
Alguém que me corte as vias que fazem aos pulmões o ar chegar
Gostava de não ser racional e ceder mais a impulsos
Poder ter força e coragem para poder cortar os pulsos
Não faço falta, não faço nada e há quem faça por mim
Salvava a vida de alguém, se pudesse punha a minha um fim
Para quê tentar viver num mundo em que não encaixo
Não sirvo para nada sou superfulo, e não sou o único que acho
Dêem me o x-acto, ele esta farto de ser usado pra escrever
Ele que me rasgue a pele, que me tire esta vida que só me faz sofrer
Injustiçado este utensílio que só me leva a escrever lamechices
Está na hora de o valorizar, e cortar pela raiz todas as minhas idiotices
Álcool, droga... tragam tudo duma vez
Quero sentir que sou capaz do que tanta gente já fez
Chamem-me cobarde, não quero saber, sim e estou a fugir aos problemas
Porque se a vida é um cinema eu já me fartei de todas as cenas.
Se sou o faraó alguém que feche o sarcófago e me mumifique
Levem para a pirâmide e deixem que em degradação eu pra sempre fique
Encerrem o templo não deixem ninguém me ver depois de falecido
Não quero que olhem para mim e sintam que se arrependem de me ter conhecido
Venham me chamar dramatico, estupido, imaturo
So quero que as minhas balas verbais comecem a fazer furos
Em mim, em que for, porque nao quero saber de mais nada
Levem me daqui, sou indesejado, livrem-se desta praga
Lamento todas as desilusoes que provoquei
Peço desculpa pelos coraçoes partidos que causei
As pessoas que decepcionei recompenso noutra vida
Esta na altura de nao cuidar mas rebentar a ferida
Mostrem me a ponte mais alta onde possa ver a lua e a sua luz
Para me mandar de cabeça pra baixo como ela me conduz
Nao me resgatem nao façam nada, deixei o meu corpo seguir
Se o encontrarem peguem fogo e deixem a chama me consumir
Espadas, facas, sabres espetem me todos na totalidade
Nas costas nao que elas ja estao habituadas a tal maldade
Espetem me no corpo na cabeça onde vos der mais jeito
Apontem as armas que disparam letras todas ao meu peito
Esperem que elas causem danos, de sangue me deixem vazio
Ninguem se aproxime para tentar aquecer o meu corpo frio
Digam a quem amo que amava mesmo se é que sei o que é amor
Digam que vou continuar a amar vá para onde for
Torturem-me talvez assim o inferno doa menos
Talvez seja menos doloroso que algumas vidas que temos
Da minha nao tenho duvidas quero livrar me dela
Aprensentem me a morte que eu quero conhece la.
Nao sei se esta merda esta grande ou nao, mas tambem nao quero que a leiam
Estou a cortar uma erva daninha da vossa vida, quero que felizes sejam
E se alguém fizer questão de pensar em mim depois isto
Lembrem-se que fui rapaz que amou tudo o que escreveu e deu tudo por isto.
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