quinta-feira, 20 de junho de 2013

Fracas Mentalidades

Chego a casa ao final do dia do trabalho cansado
Já meio adormecido por uma chamada sou acordado
É o Sam, diz que é sexta e que tenho de sair
Fez anos há pouco tempo e o pessoal vai-se divertir

Nem sabia o que fazer, aceitei e fui pra o chuveiro
Vesti umas calsas e a camisa que vi primeirom
Não sabia qual era o destino nem que transporte apanhar
Desci as escadas estava um carro à porta para me ir buscar.

Perguntei onde íamos e esperei pela resposta
Disseram que era um sítio novo só com gente bem disposta
Chegámos estavam os nossos rapazes todos à entrada
Diziam que viram mulheres lindas como se fosse uma terra encantada.

Entrei, pedimos bebidas e fomos para pista sem intenções de dançar
Porque dançar nenhum de nós sabia mas parados não podíamos estar
Até que dou uma olhadela em meu redor e reparo numa rapariga
Ela dança para provocar com quem quer que o meu olhar a siga.

Ela aproxima-se e pergunta se eu não a conhecia
Para mal dela nunca a tinha visto nem o que dizer sabia
Ela disse que viu o meu primeiro jogo do campeonato nacional
Que reparou no 7 nas costas e que eu jogava de forma excepcional.

Eu respondi com modéstia que não jogava assim tão bem
Perguntei porque tinha ido ver esse jogo, se era porque conhecia alguém
Ela disse que foi por sugestão de uma amiga nossa em comum
Que valia pena ir ver, que como eu não havia nenhum.

De repente lembrei-me do jogo que ela falava
Lembrei-me da cara dela e do quanto ela pra mim olhava
Questionei-me como num pavilhão apareceria alguém assim
Lembro-me de marcar um triplo e ela sorrir para mim.

Então ela diz que quer que dance com ela que chega de conversas
Ela aposta na provocação, eu meto a mão, e ela diz "não sou dessas"
Mas completa que percebe o que eu quero e que me quer por louco
Que quer ir pra casa dela e que aí posso pedir mais um pouco.

Ela é só mais uma que quer dormir com um poeta
Anda cheia de fome e quer juntar-me à sua dieta
Ela acha que a Letra G do Ponto G é de Gonçalo
Até que tem um corpo bonito e quer-me entregá-lo.

Eu digo-lhe que não posso que estou estafado
Tenho trabalhos da faculdade e em tempo estou apertado
Dou mais umas desculpas pela conversa fiada
Porque o interesse é nenhum quando uma rapariga é tão dada.

Ela insiste e diz que me acorda cedo
Que ela arranha mas não morde, que não preciso de ter medo
Mas sinceramente nunca decido baixar o meu nível
Porque eu gosto de me sentir desejado, e não sentir-me consumível.

E desta forma faço sinal aos rapazes que está na hora de bazar
Estou farto de oferecidas preciso de apanhar um novo ar
E ela corre atrás e dá-me o número com esperança de eu ligar
Está a espera de atacar outro dia mas o número nem vou guardar.

E assim eu saio dali e no carro do Di eu desabafo
Que gostava que, mulheres a sério ocupassem o meu espaço
Porque meninas todas são, e pedem mais aquilo que deres
Mas está nas mãos de cada uma tornarem-se mulheres.

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